Pages

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Fundo de mim

Tumblr_l4b3eigzbo1qc0dfno1_500_large
Só despenquei, caí,
No mar de meus pensamentos,
Histórias escrevi,
Vivi mil histórias,
Um amor em cada canto,
Um dilema em cada conto.
Vivi, vivi,
Chorei, sorri
e amei mais e mais até explodir.
Então afundei
e no fundo de mim me perdi.

Nunca mais me encontrei.

Amanda Carvalho

sábado, 27 de novembro de 2010

Tumblr_lciqa9x8c81qf4poko1_500_large
Guardei a batida do seu coração no bolso de dentro do meu casaco, bem do lado esquerdo para que nossos corações batessem juntos no mesmo ritmo.
Guardei o brilho dos seus olhos dentro de uma pedrinha que eu encontrei no chão para que ela virasse um belo diamante e eu pudesse por em um anel.
Guardei o seu sorriso numa caixinha de prata, pra que toda vez que eu estivesse triste, eu abrisse a caixinha e me sentisse melhor.
Guardei o toque das suas mãos dentro do bolso da minha calça, e nem preciso dizer porque.
Guardei seus beijos no meu batom, para te beijar sempre antes de sair.
Guardei sua imagem na memória, para nunca me esquecer de você.
Guardei nossos momentos pra sempre.

Amanda Carvalho

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Tumblr_l6aua4uyxx1qcftelo1_500_large
Coragem não me falta para acabar com a sua vida,
Coragem eu tenho de sobra,
Pena também não é,
Não tenho pena de você.
Queria mesmo que você morresse pelas minhas mãos,
Queria derramar seu sangue sujo, que é o mesmo que corre em minhas veias,
Queria poder rir da sua desgraça e deixá-lo arder no inferno para sempre.
Queria ver sua cabeça cheia de balas,
Seu nariz sangrando e sua boca finalmente calada,
Queria ver suas tripas saindo ensanguentadas,
Queria ver a morte vindo bem devagar.
Queria ver você sofrendo, morrendo aos poucos,
Facada por facada.
E no fim, rir um pouco,
Chorar de felicidade e
Ter certeza de que o pesadelo acabou.

Amanda Carvalho

domingo, 21 de novembro de 2010

Por ti.

Eu roubaria mil flores pra você,
Se assim você me pedisse.
Eu buscaria a lua,
Assim como busquei as estrelas e as coloquei em seus olhos,
Eu poderia dar-te qualquer coisa,
Eu poderia fazer qualquer coisa,
Eu seria qualquer coisa,
Só pra te fazer feliz.

Amanda Carvalho

sábado, 20 de novembro de 2010

Dá vontade de me afundar cada vez mais,
Vontade de me drogar, de ter uma overdorse e morrer,
Vontade de com isso fazer você sofrer,
Vontade de sumir, de desaparecer,
Vontade de acabar com isso,
Tenho vontade é de matar você,
De te triturar e rir do seu fim.
Suas tripas todas de fora, seu nariz sangrando e sua boca calada.

Amanda Carvalho

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Alguém que sabe como te por pra baixo,
Alguém que sabe como te olhar atravessado,
Alguém que nunca está por perto,
Alguém que só sabe fazer os outros chorarem.
Parabéns.

Amanda Carvalho

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Os ócios do oficio do melhor amigo de um excêntrico

Meu doce amigo com gosto de cheiro de maçã,
Um ombro querido se eu quiser chorar pela manhã,
Alguém que me diz o que é certo e errado,
Pra eu escutar e fazer depois tudo ao contrário.
Alguém pra me aguentar, me chamar de burra,
Alguém que se pudesse me dava uma surra.
Talvez não te dê todo o valor que mereces,
Mas amizade como a sua ninguém nunca esquece.

Amanda Carvalho

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Acid Rain



E aquelas fadas todas voando no meu quarto? Foi só ilusão? Foi só aquele pouco de ácido trabalhando em minha mente? "Claro", pensei; e logo me vi como uma idiota. "Como pude acreditar que aquilo podia ser real? Como?", me perguntava sem cessar. E então, como um colapso, um flashback, todas as fadas voavam de novo, ao meu redor; riam, brincavam. Eram coloridas, brilhavam e delas irradiava uma felicidade que podia ser vista como luz.
De novo esqueci-me da realidade, deitei na cama e comecei a observar todas as fadinhas que dançavam no teto do meu quarto, até que as paredes começaram a sangrar e das fadas - que agora tinham pontudas asas negras - irradiava tamanha angústia que não dava nem pra contar. Afundei na cama, pensei que ia morrer, mas não sei bem porque. Toda aquela aflição me rodeava. As pequenas fadinhas continuavam a rir, mas agora riam de mim, riam enquanto se estapeavam e faziam seu sangue voar e manchar todo o meu corpo e a minha cama. De repente estava coberta de sangue, combinando com o meu quarto e então pedi para que aquilo tudo parasse. O tempo não passava e eu já estava entrando em desespero. Fechei os olhos e me imaginei em um lugar bem bonito, quando abri estava lá.
Todo o horror tinha passado e agora eu estava deitada sobre a grama verde olhando o céu e ao meu redor, flores balançavam ao vento. Fechei novamente os olhos e senti o sol em minha pele, então adormeci.
Quando acordei estava de volta ao meu quarto e nada de fadas, brilho, sangue na parede. Nada. Apenas eu, meu quarto, o aparelho de som ligado tocando alguma música do David Bowie e em cima da escrivaninha, aqueles papeizinhos coloridos.

Amanda Carvalho

Weird

Tumblr_laczgwbye11qzx2p7o1_400_large
E desde quando chorar me torna emo?
E desde quando maquiagem de manhã me torna uma puta?
E desde quando sonhar é coisa pra criança?
Desde quando?
Porque eu não posso pintar meu cabelo sem ser estranha?
Ou fazer uma tatuagem sem ser julgada?
Cortar meu cabelo me faz menos mulher?
E porque essas perguntas ainda não foram solucionadas?
Não, eu não quero essa sociedade me julgando,
Eu não quero saber o que você pensa de mim,
Eu não quero que você me diga quem eu sou ou quem devo ser.
Não quero ouvir de você que eu sou gay, bi, hetero,
Eu sou eu, não importa como seja
e não peço que goste de mim, pelo contrário,
Me odeie se quiseres,
Mas respeite-me pelo que sou, porque eu te respeito pelo que és.

Amanda Carvalho

Woe

Tumblr_lbxe5vkmq41qcr1t0o1_500_large
Hoje quis vomitar, quis esmagar alguém,
Quis triturar, fatiar, destruir.
Quis matar, detonar,
Quis fugir.
Quis tentar, até
tentei voar, até
tentei usar 
alguma droga que me fizesse parar,
Mas algo mais me dizia pra continuar,
Me perder,
Me desgastar, e então
desabar,
Chorar,
Me matar.
Hoje eu quis,
aí acordei.

Amanda Carvalho

sábado, 13 de novembro de 2010

BRBA

Não sei bem se isso é uma homenagem, mas pode ser que essa palavra caia bem.
Modéstia parte sou boa com as palavras, mas só na hora de escrever; proferi-las é uma tarefa difícil e complicada para mim porque me emociono com palavras muito facilmente. Nada que me deixe mais feliz, triste ou simplesmente emocionada do que palavras; não importa se escritas ou ditas. Por isso vim aqui escrever, hoje que é um dia especial.
Dizem que anjos existem, eu, particularmente não acredito muito - e também pouco me importo-; mas se servir como comparação, posso usar a palavra amigo ao invés do que chamam de anjo.
Bem, eu sou privilegiada, tenho alguns amigos, alguns bons amigos; mas hoje falarei de um em especial porque é seu aniversário.
Não, eu não vou virar sua baba-ovo porque você está ficando mais velho, meu caro. Apenas quero confirmar com minhas tão amadas palavras tudo aquilo que você já sabe porque meus olhos já te disseram, não é verdade? Você consegue me decifrar olhando pra mim, e isso eu odeio, odeio muito e você sabe. Odeio que saiba o que eu estou pensando, odeio quando você foge ou se atrasa e odeio quando você não me dá atenção, mas hoje não é dia de falar sobre as coisas que eu odeio, mas sim das que eu amo, afinal, é seu aniversário e a cada ano são as coisas boas que devem ficar.
Amo quando você é atencioso comigo, me faz sentir especial; amo quando você para pra conversar, quando saímos, rimos, falamos mal dos outros mesmo e sem nos preocuparmos, amo suas brincadeiras de mal gosto e a forma como você me faz rir feito uma idiota, amo discutir coisas bobas e até quando você me chama de burra; amo ser grossa com você e você retribuir com um carinho. É bom ter alguém que me entenda, mas que me repreenda de vez em quando.
É bom ter você por perto, Bru. Quero sempre ser sua amiga.
Não se atreva a não viver mais muitos anos, entendeu bem?

Feliz aniversário!

Amanda Carvalho

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Tumblr_l7yz4luj4z1qduz3oo1_400_large

Vampiros,
Heterossexuais, Bissexuais, Homossexuais, Assexuados,
Não importa o sexo, eles querem sangue,
Eles querem prazer
e prazer qualquer um pode dar,
Eles querem fazer de você seu escravo,
Sua fonte de sangue, sua fonte de sexo,
Sua autoafirmação,
Seu poder.
E isso é tudo que você pode ser,
Isso é tudo que você realmente quer
porque no fim de tudo isso você reconhece sua insignificancia
e o que você mais deseja é encontrar-se com aquele
que lhe dará a vida eterna,
A deliciosa morte e o dom das trevas,
O dom de tirar a vida pelo sangue,
E de dar a vida pelo sangue.
Amanda Carvalho.