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quarta-feira, 12 de maio de 2010

Enamorados

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Ele a segurou, apertou-a forte, e contra a parede ele a encostou. Beijou-a como se precisasse daquilo para viver, como uma droga, da qual não se quer nunca abstinência. E então ele sentiu todo o seu corpo arrepiar, ao sentir o corpo dela, sua amada, lhe tocar enquanto ele levemente levantava sua blusa de malha de algodão.
Ela sentiu-se amada como nunca fora antes, ela o amava, mais que tudo, mais que amava à própria vida. Cada segundo do demorado beijo fora como se o mundo parasse e só existisse aqueles dois. Juntos, como um só.
Podia ser apenas mais uma de amor, mas seria para sempre enquanto durasse.
O amor é uma coisa estranha.

Amanda Carvalho.

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